De que adianta ser Michelângelo
se o relógio não anda
e o lugar não muda?
Os calos de violão, as lágrimas em pó
ou sete palmos ou sete estágios no subnível quando só, Beatriz
os cabelos grandes, respeito à Renascença
os cabelos curtos, máscara pra conviver com a auter-crença
De que adianta ser Leonardo, o pintor
se o cantor é que anda
e faz parar o reloginho das mulheres?
É um murro em vão no moinho
uma conversa com um botânico em Weimar
uma coroa de espinhos
e um boticário a pseudomatar mil e quinhentos anos depois
O ciúme de Goethe, o ciúme de Otelo
o ciúme de D. casmurro, O ciúme de Kurt Cobain
De que adianta pensar no que não tem
se não dá tempo de correr atrás?
se o relógio não adianta quando próximo a mim
mesmo sendo eu um comedor voraz?
Hannibal tinha razão?
Hannibal Lecter. Ele tinha razão?!
Isso é ridículo,
cobrar-se uma conta por existir é ridículo
Paranóia é coisa de viado.
Depressão é coisa de bichinha.
“Vira homem, rapaz.
Vai comer umas bucetas!”
“Sua vida não tem graça
Se não bebe não tem graça
Pra que seguir as regras?
Eu não. Eu sei que o sistema existe,
mas não o sigo.
Vamos tomar uma hoje?”
Sabe quem tinha razão?
O cara do “Clube da luta”
O cara do “Amnésia”
O cara do “Identidade”
As ninfas de “Cidade dos sonhos”
O David Lynch, o Mel Gibson
A pele de Cristo sendo arrancada
em casa elisabetana de áudio e vídeo
Sabe quem mais tinha razão?
A Nicole Kidman com o nariz novo
O Humberto Gessinger ao escrever “Dom Quixote”
O Dave Matthews ao cavar a minha cova
“Gravedigger”, “Ants marching”
“I’m b(u)orning in the eyes of The Maker”
Jim Morrison – The End
Pink Floyd – The Wall
“We don’t need an(y) education”
Eles estão corretos
São eles que merecem citação
Eles, eles são OS CARAS
Não à repetição, não à não-criação
(“Como nossos pais” é o caralho!)
Gritemos vivas de olhos abertos ao Homer
e não deixemos que nossos pais percam um episódio sequer d’Os Simpsons
nem da Família Dinossauros.
Os outros somos nós, Nicole
OS outros somos nós
Mas nem Jostein Gaarder
nem a adolescente no espelho nos farão ver
não importa quantas vezes entremos no barco
O coelho corre e Alice cai
e o coelho corre, muitos não cabem na porta
assistem sombras coloridas no século XXI
Os outros somos nós, Nicole
Os outros, cada vez mais,
Teimam em ser nós
cada vez mais e com menos sonhos
Nós: “Laranjas mecânicas”.
Goiânia: 2007/12/14
se o relógio não anda
e o lugar não muda?
Os calos de violão, as lágrimas em pó
ou sete palmos ou sete estágios no subnível quando só, Beatriz
os cabelos grandes, respeito à Renascença
os cabelos curtos, máscara pra conviver com a auter-crença
De que adianta ser Leonardo, o pintor
se o cantor é que anda
e faz parar o reloginho das mulheres?
É um murro em vão no moinho
uma conversa com um botânico em Weimar
uma coroa de espinhos
e um boticário a pseudomatar mil e quinhentos anos depois
O ciúme de Goethe, o ciúme de Otelo
o ciúme de D. casmurro, O ciúme de Kurt Cobain
De que adianta pensar no que não tem
se não dá tempo de correr atrás?
se o relógio não adianta quando próximo a mim
mesmo sendo eu um comedor voraz?
Hannibal tinha razão?
Hannibal Lecter. Ele tinha razão?!
Isso é ridículo,
cobrar-se uma conta por existir é ridículo
Paranóia é coisa de viado.
Depressão é coisa de bichinha.
“Vira homem, rapaz.
Vai comer umas bucetas!”
“Sua vida não tem graça
Se não bebe não tem graça
Pra que seguir as regras?
Eu não. Eu sei que o sistema existe,
mas não o sigo.
Vamos tomar uma hoje?”
Sabe quem tinha razão?
O cara do “Clube da luta”
O cara do “Amnésia”
O cara do “Identidade”
As ninfas de “Cidade dos sonhos”
O David Lynch, o Mel Gibson
A pele de Cristo sendo arrancada
em casa elisabetana de áudio e vídeo
Sabe quem mais tinha razão?
A Nicole Kidman com o nariz novo
O Humberto Gessinger ao escrever “Dom Quixote”
O Dave Matthews ao cavar a minha cova
“Gravedigger”, “Ants marching”
“I’m b(u)orning in the eyes of The Maker”
Jim Morrison – The End
Pink Floyd – The Wall
“We don’t need an(y) education”
Eles estão corretos
São eles que merecem citação
Eles, eles são OS CARAS
Não à repetição, não à não-criação
(“Como nossos pais” é o caralho!)
Gritemos vivas de olhos abertos ao Homer
e não deixemos que nossos pais percam um episódio sequer d’Os Simpsons
nem da Família Dinossauros.
Os outros somos nós, Nicole
OS outros somos nós
Mas nem Jostein Gaarder
nem a adolescente no espelho nos farão ver
não importa quantas vezes entremos no barco
O coelho corre e Alice cai
e o coelho corre, muitos não cabem na porta
assistem sombras coloridas no século XXI
Os outros somos nós, Nicole
Os outros, cada vez mais,
Teimam em ser nós
cada vez mais e com menos sonhos
Nós: “Laranjas mecânicas”.
Goiânia: 2007/12/14

Nenhum comentário:
Postar um comentário