Meus pensamentos se encontraram com teu corpo noite passada. O que passava, além do tempo, era um momento tão lindo quanto a água que, ao tocar o céu, se divide em vários pedacinhos pra evaporar antes de ser lago de novo. Pedacinhos de chão no céu, show de estrelas, uma lua cheia, uma noite verde à beira de nossos anseios, quase que inteiros num só lado.
Escolhemos o caminho antes de saber pra onde ir e simplesmente fomos. Fomos surpreendidos por aquilo que por anos negamos e, da forma mais simples e mais "ais", amamos. Sobre a grama, sob o céu, ao som de uma cachoeira de papel, desenhamos nossos rostos e desejos na areia de nosso tempo: presente.
Antes que um mar de desilusões invada nossa praia, brincaremos de escorrega na cachoeira de papel, brilharemos nos olhos de quem lembrar do nosso "olhos nos olhos", tudo depois de um leve toc-toc no firmamento.
Tornamo-nos milhares de pedacinhos, cada um se encontrando noite-e-dia, sussurrando, num ato de simplicidade, o que há muito fora silenciado; gritando em uníssono nosso carinho em reciprocidade. Sentindo a simplicidade da vida na brisa (que nossas mães, com a testa enrugada, teimam em chamar de sereno) vamos tateando nossos beijos, respirando um ao outro, um no outro, sentindo o gosto do amor que experimentamos no agora.
E ao fim de mais um dia juntos, executamos mais juntos ainda uma sinfonia de sorrisos consonantes, descobrindo pouco a pouco em que lugar tocar para encontrar e fazer soar os harmônicos de nossa semi-breve existência.
...
à ju,
meu amor
meu amor

2 comentários:
e te digo, sem medos, sem dúvidas que já te amo.
Te amo como nunca antes... o mais amado de todos...
e não me canso de repetir, como se fosse a primeira vez te amo-te...
ju
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