Depois de muito tempo
Bem depois
Depois do vento da tarde na praça
Depois que me abraça
E o vento laça
bem
depois
Mal por pouco tempo
Algo em torno de meses
Algo em torno de mim
assim
Bem pouco
Fiquei mal
Por pouco não...
bem depois
Algo em torno de dias
(e que dias!)
Fiquei bem, pronto
bem pronto pra fazer bem
Depois que gritei
respirei
e desenlacei o vento preso em mim
Virei furacão e destruí
depois ri
Bem depois
mesmo com uma solidão de segundos antes da última brisa me desejar
"boa noite"
bem depois de eu ressonar
Recuperei o leve toque
que cada manhã teima em nos lembrar
suavizei minha raiva
bem depois
e fiquei
pronto, falei.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Pintura íntima
Minhas músicas cantam o que não tenho coragem
crio miragem, pois, depois que me apresento
invento cara e sorrio menos pra que me desconheçam
e me arrebento quando menos espero
Choro quando "apêrto", já que ela, bem perto...
Os pulsos seguram firme o que treme
meu corpo tem os pulsos nas mãos
cada coisa no seu planejado lugar, e eu teimando...
Bem perto e remando contra, o vento nos esfria
e eu jorrando pólvora no amor...
Bombeiro bárbaro em condições de chama sem controle,
desejado retardo de explosão solucionante:
explosão de medo e lágrimas de areia forram os caminhos por onde passarei
crio miragem, pois, depois que me apresento
invento cara e sorrio menos pra que me desconheçam
e me arrebento quando menos espero
Choro quando "apêrto", já que ela, bem perto...
Os pulsos seguram firme o que treme
meu corpo tem os pulsos nas mãos
cada coisa no seu planejado lugar, e eu teimando...
Bem perto e remando contra, o vento nos esfria
e eu jorrando pólvora no amor...
Bombeiro bárbaro em condições de chama sem controle,
desejado retardo de explosão solucionante:
explosão de medo e lágrimas de areia forram os caminhos por onde passarei
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Choro cílios
CHORO CÍLIOS ENQUANTO POSSO PISCAR
CHORO-OS ENQUANTO HÁ COMO E PORQUÊ
CHORO ATÉ SOLUÇAR
E ESQUECER A RAZÃO DE HAVER CHORO
ABRO A JANELA E PERCEBO O CORO
QUE PROFETIZA O FUTURO PELO CHORO
FECHO A JANELA, ABRO OS OLHOS, CALO O CHORO
ESQUEÇO O CÓRUS, CRIAM-SE CALOS NAS CÓRNEAS
E TODOS FAZEM O MESMO
E OS CÍLIOS A CAIR
ENTÃO RIO, RIO ATÉ NÃO MAIS PODER
RIO DE CÍLIOS CAÍDOS, DO VERTER PÁLPEBRAS
EIS QUE ME LEMBRO DO PORQUÊ E DESEJO O CONTRÁRIO DISSO
DESEJO NUNCA MAIS OUVIR TAL SINFONIA
EMBORA QUEIRA MEUS CÍLIOS, TODOS, SEM RAZÃO DE SER,
DE VOLTA, DE ONDE
NUNCA
DEVERIAM TER SAÍDO
CHORO-OS ENQUANTO HÁ COMO E PORQUÊ
CHORO ATÉ SOLUÇAR
E ESQUECER A RAZÃO DE HAVER CHORO
ABRO A JANELA E PERCEBO O CORO
QUE PROFETIZA O FUTURO PELO CHORO
FECHO A JANELA, ABRO OS OLHOS, CALO O CHORO
ESQUEÇO O CÓRUS, CRIAM-SE CALOS NAS CÓRNEAS
E TODOS FAZEM O MESMO
E OS CÍLIOS A CAIR
ENTÃO RIO, RIO ATÉ NÃO MAIS PODER
RIO DE CÍLIOS CAÍDOS, DO VERTER PÁLPEBRAS
EIS QUE ME LEMBRO DO PORQUÊ E DESEJO O CONTRÁRIO DISSO
DESEJO NUNCA MAIS OUVIR TAL SINFONIA
EMBORA QUEIRA MEUS CÍLIOS, TODOS, SEM RAZÃO DE SER,
DE VOLTA, DE ONDE
NUNCA
DEVERIAM TER SAÍDO
Polir ritmo
A lembrança é estreita, me aperto
Expremido amarelo, me expresso
Caldo desgostoso, peito aberto
Comida de rato de esgoto certo
Sardinha no piano, martelo
Idéias em ondas, andante
Respiração sinédoque, braqueante
Guelreado e impróprio à ATP
Ânsia daquilo no vacúolo
Volta o cão arrependido pelo mar
Expremido pelo medo, apertado pelo receio
De não ser desenho animado: “-Continue a nadar”
Esqueço, esqueça. Diástole e Sístole
Juntos na pausa pintando descanso
Som a cada vez que tem que soar
Pausa a cada vez que tem que respirar
Caixa de teclas. Tecmus, musisax
Saída pela tangente, tanta gente quânta
Quanta gente tantã: metralhadora de vendas
Som a cada vez que LEMBRANÇARDINHÃNSIADAQUILODOCÃO
Somos pausa cada vez que devemos soar
Somos som quando não conseguimos mais respirar
Réquiem para contemplação
Restos de um mundo sem Sol
Iscas de anzol ao fim de tudo
E nenhum Da cappo nos rearranjará.
Expremido amarelo, me expresso
Caldo desgostoso, peito aberto
Comida de rato de esgoto certo
Sardinha no piano, martelo
Idéias em ondas, andante
Respiração sinédoque, braqueante
Guelreado e impróprio à ATP
Ânsia daquilo no vacúolo
Volta o cão arrependido pelo mar
Expremido pelo medo, apertado pelo receio
De não ser desenho animado: “-Continue a nadar”
Esqueço, esqueça. Diástole e Sístole
Juntos na pausa pintando descanso
Som a cada vez que tem que soar
Pausa a cada vez que tem que respirar
Caixa de teclas. Tecmus, musisax
Saída pela tangente, tanta gente quânta
Quanta gente tantã: metralhadora de vendas
Som a cada vez que LEMBRANÇARDINHÃNSIADAQUILODOCÃO
Somos pausa cada vez que devemos soar
Somos som quando não conseguimos mais respirar
Réquiem para contemplação
Restos de um mundo sem Sol
Iscas de anzol ao fim de tudo
E nenhum Da cappo nos rearranjará.
Ponto de vista
Os carros bateram pela última vez. De longe vi os destroços que voavam pra todas as direções, estilhaços de aço e de vidro que cortavam o ar e me trespassavam. Com a calma de uma mãe que carrega uma criança enferma no colo, olhei um pedaço de espelho que acabara de tocar meus pés. Olhei no espelho e não me vi, eis que perdia meu reflexo. Percebi o céu como nunca antes havia feito, e uma dor no peito aumentava, dançando no mesmo ritmo que o aumento da mancha vermelha que pintava o mundo em mim, abaixo do meu queixo, no meu externo. Sentia o peso do mundo deitado em meio a pessoas que, sem dispor de conhecimento técnico para socorro, apenas espectavam. Coração batendo em decrescendo, unhas que não tardariam a nunca mais serem pintadas, brincos que se jogaram do meu corpo buscando uma última chance de reluzir ao meio-dia de uma semana qualquer, que vem, que viria... Reflexos de um mundo objetado, cacos de amor em estado gasoso cada vez mais diluídos. Ruídos e luz piscante, despedida sem relação com as tradições que escolhera eu ignorar. Foi-se o tempo que me tinha, agora o verbo “ter” nenhuma tradução permite, restou apenas o “apenas”, e minha teimosia em enxergar o mundo sem cores quase desapareceu. Talvez, se mais tempo me fosse permitido... (Choque – 1, 2, 3, 4 – Choque) Batimentos cardíacos, pulso regular, pupilas dilatadas. Mais carros colidirão. Meu tato em recuperação sente as gotas da chuva como pequenas descargas elétricas da natureza que nunca cursaram medicina, e guardam junto a outros mistérios, os segredos da vida, incluindo os meus. Calo meus pensamentos por breve instante e abro os olhos bem devagar, ainda labiríntica. Duvidei, mas estava lá. No alto, acima dos que me carregavam à ambulância, o arco-íris. A água fria que caía, a força dos gestos dos bombeiros retirando meu filho dos destroços do carro, até os gritos de “Ajudem, por favor”, tudo agora estava pintado. A meu ver, tudo tinha uma cor. Olhos e cores se entendendo. O mundo me refletia, o céu se mostrara meu melhor espelho. Eis que recupero meu reflexo.
Neblina
Dia de neblina
Como se a noite não tivesse fim
Passado
Estou feito em sua carne viva
Chuvas de notas que vestem seu corpo
E seduzem meus olhos, meus medos e anseios
Estou na corrente que trazes como enfeite
Assim como a veste que te compra a vista
Dia de chuva
de cinzas que enfeita a pele
que suja a corrente que usas
que suja a roupa que vestes
Dia de neblina como.
Se a noite não tivesse...
Fim passado.
Estou feito em sua carne.
Viva
Como se a noite não tivesse fim
Passado
Estou feito em sua carne viva
Chuvas de notas que vestem seu corpo
E seduzem meus olhos, meus medos e anseios
Estou na corrente que trazes como enfeite
Assim como a veste que te compra a vista
Dia de chuva
de cinzas que enfeita a pele
que suja a corrente que usas
que suja a roupa que vestes
Dia de neblina como.
Se a noite não tivesse...
Fim passado.
Estou feito em sua carne.
Viva
Conto de fadas
Encontro de conto de fadas
Mãos atadas ante o destino
Olhar de menino e alma gigante
Cante, cantemos de longe e de perto
sopremos sininhos
Suspiro a favor
do vento horizonte
Sem que
na fronte
Haja o rubor
Mãos atadas ante o destino
Olhar de menino e alma gigante
Cante, cantemos de longe e de perto
sopremos sininhos
Suspiro a favor
do vento horizonte
Sem que
na fronte
Haja o rubor
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
E tenho sido
Os dias têm sido um quarto pequeno e desorganizado
com carros passando a cada respiro
com gotas gastando a pedra e gastando-se
na perda de tempo comigo.
Os casos têm sido um quarto grande e vazio
com um lençol branco e limpo, sem uma mancha sequer
com os pés da cama flutuando de tanta falta,
estática parede ao pé do ouvido.
Os olhos têm sido um quarto por alugar
à espera ansiosa de uma nova companhia
à espera de histórias, aventuras, casos de polícia,
mas à espera e sempre à espera.
Enquanto dobro papéis nada acontece.
Enquanto peço permissão pra dobrar papéis
não acontece nada além do que se espera.
Ao se render à dobradura de papéis... Nada mais.
Surgem olhares amarelos em quartos que nunca deixarão de ser
[quartos
sugestões que jamais seriam sugestões segundo o olhar ingênuo de
[quem acredita
desilusões quanto ao ombro que, vira-e-mexe, volta a ser tapete
frases afirmativas com sujeitos auxiliares que se dizem em
[prontidão. Sempre.
Enquanto dobro papéis nada acontece.
Enquanto peço permissão pra dobrar papéis
não acontece nada além do que se espera
de quem se rende à dobradura de papéis e nada mais.
Meus olhos têm sido um quarto por alugar.
Eles têm sido o a-lugar.
Goiânia: 2007/12/13.
com carros passando a cada respiro
com gotas gastando a pedra e gastando-se
na perda de tempo comigo.
Os casos têm sido um quarto grande e vazio
com um lençol branco e limpo, sem uma mancha sequer
com os pés da cama flutuando de tanta falta,
estática parede ao pé do ouvido.
Os olhos têm sido um quarto por alugar
à espera ansiosa de uma nova companhia
à espera de histórias, aventuras, casos de polícia,
mas à espera e sempre à espera.
Enquanto dobro papéis nada acontece.
Enquanto peço permissão pra dobrar papéis
não acontece nada além do que se espera.
Ao se render à dobradura de papéis... Nada mais.
Surgem olhares amarelos em quartos que nunca deixarão de ser
[quartos
sugestões que jamais seriam sugestões segundo o olhar ingênuo de
[quem acredita
desilusões quanto ao ombro que, vira-e-mexe, volta a ser tapete
frases afirmativas com sujeitos auxiliares que se dizem em
[prontidão. Sempre.
Enquanto dobro papéis nada acontece.
Enquanto peço permissão pra dobrar papéis
não acontece nada além do que se espera
de quem se rende à dobradura de papéis e nada mais.
Meus olhos têm sido um quarto por alugar.
Eles têm sido o a-lugar.
Goiânia: 2007/12/13.
Vivemos numa época em que salvar a própria vida é lucro, e pensar em salvar a alheia é troco
De que adianta ser Michelângelo
se o relógio não anda
e o lugar não muda?
Os calos de violão, as lágrimas em pó
ou sete palmos ou sete estágios no subnível quando só, Beatriz
os cabelos grandes, respeito à Renascença
os cabelos curtos, máscara pra conviver com a auter-crença
De que adianta ser Leonardo, o pintor
se o cantor é que anda
e faz parar o reloginho das mulheres?
É um murro em vão no moinho
uma conversa com um botânico em Weimar
uma coroa de espinhos
e um boticário a pseudomatar mil e quinhentos anos depois
O ciúme de Goethe, o ciúme de Otelo
o ciúme de D. casmurro, O ciúme de Kurt Cobain
De que adianta pensar no que não tem
se não dá tempo de correr atrás?
se o relógio não adianta quando próximo a mim
mesmo sendo eu um comedor voraz?
Hannibal tinha razão?
Hannibal Lecter. Ele tinha razão?!
Isso é ridículo,
cobrar-se uma conta por existir é ridículo
Paranóia é coisa de viado.
Depressão é coisa de bichinha.
“Vira homem, rapaz.
Vai comer umas bucetas!”
“Sua vida não tem graça
Se não bebe não tem graça
Pra que seguir as regras?
Eu não. Eu sei que o sistema existe,
mas não o sigo.
Vamos tomar uma hoje?”
Sabe quem tinha razão?
O cara do “Clube da luta”
O cara do “Amnésia”
O cara do “Identidade”
As ninfas de “Cidade dos sonhos”
O David Lynch, o Mel Gibson
A pele de Cristo sendo arrancada
em casa elisabetana de áudio e vídeo
Sabe quem mais tinha razão?
A Nicole Kidman com o nariz novo
O Humberto Gessinger ao escrever “Dom Quixote”
O Dave Matthews ao cavar a minha cova
“Gravedigger”, “Ants marching”
“I’m b(u)orning in the eyes of The Maker”
Jim Morrison – The End
Pink Floyd – The Wall
“We don’t need an(y) education”
Eles estão corretos
São eles que merecem citação
Eles, eles são OS CARAS
Não à repetição, não à não-criação
(“Como nossos pais” é o caralho!)
Gritemos vivas de olhos abertos ao Homer
e não deixemos que nossos pais percam um episódio sequer d’Os Simpsons
nem da Família Dinossauros.
Os outros somos nós, Nicole
OS outros somos nós
Mas nem Jostein Gaarder
nem a adolescente no espelho nos farão ver
não importa quantas vezes entremos no barco
O coelho corre e Alice cai
e o coelho corre, muitos não cabem na porta
assistem sombras coloridas no século XXI
Os outros somos nós, Nicole
Os outros, cada vez mais,
Teimam em ser nós
cada vez mais e com menos sonhos
Nós: “Laranjas mecânicas”.
Goiânia: 2007/12/14
se o relógio não anda
e o lugar não muda?
Os calos de violão, as lágrimas em pó
ou sete palmos ou sete estágios no subnível quando só, Beatriz
os cabelos grandes, respeito à Renascença
os cabelos curtos, máscara pra conviver com a auter-crença
De que adianta ser Leonardo, o pintor
se o cantor é que anda
e faz parar o reloginho das mulheres?
É um murro em vão no moinho
uma conversa com um botânico em Weimar
uma coroa de espinhos
e um boticário a pseudomatar mil e quinhentos anos depois
O ciúme de Goethe, o ciúme de Otelo
o ciúme de D. casmurro, O ciúme de Kurt Cobain
De que adianta pensar no que não tem
se não dá tempo de correr atrás?
se o relógio não adianta quando próximo a mim
mesmo sendo eu um comedor voraz?
Hannibal tinha razão?
Hannibal Lecter. Ele tinha razão?!
Isso é ridículo,
cobrar-se uma conta por existir é ridículo
Paranóia é coisa de viado.
Depressão é coisa de bichinha.
“Vira homem, rapaz.
Vai comer umas bucetas!”
“Sua vida não tem graça
Se não bebe não tem graça
Pra que seguir as regras?
Eu não. Eu sei que o sistema existe,
mas não o sigo.
Vamos tomar uma hoje?”
Sabe quem tinha razão?
O cara do “Clube da luta”
O cara do “Amnésia”
O cara do “Identidade”
As ninfas de “Cidade dos sonhos”
O David Lynch, o Mel Gibson
A pele de Cristo sendo arrancada
em casa elisabetana de áudio e vídeo
Sabe quem mais tinha razão?
A Nicole Kidman com o nariz novo
O Humberto Gessinger ao escrever “Dom Quixote”
O Dave Matthews ao cavar a minha cova
“Gravedigger”, “Ants marching”
“I’m b(u)orning in the eyes of The Maker”
Jim Morrison – The End
Pink Floyd – The Wall
“We don’t need an(y) education”
Eles estão corretos
São eles que merecem citação
Eles, eles são OS CARAS
Não à repetição, não à não-criação
(“Como nossos pais” é o caralho!)
Gritemos vivas de olhos abertos ao Homer
e não deixemos que nossos pais percam um episódio sequer d’Os Simpsons
nem da Família Dinossauros.
Os outros somos nós, Nicole
OS outros somos nós
Mas nem Jostein Gaarder
nem a adolescente no espelho nos farão ver
não importa quantas vezes entremos no barco
O coelho corre e Alice cai
e o coelho corre, muitos não cabem na porta
assistem sombras coloridas no século XXI
Os outros somos nós, Nicole
Os outros, cada vez mais,
Teimam em ser nós
cada vez mais e com menos sonhos
Nós: “Laranjas mecânicas”.
Goiânia: 2007/12/14
Matéria-prima
Faz um tempo
A Esperança faz um tempo como ninguém faz
A filha da Esperança chama Paz
Faz um tempo
Faça um tempo com pitadas de neve
Pra clarear o coração de quem te leva
Com objetivo de te abandonar
E a esperança queima
Branco neve, preto carvão
O quadro-negro é verde
E a água, transparente a olho nu
Às vezes verde, às vezes azul
Como o céu, espelho d’água
Fábula, bola no aquário
Pula-pula, carrossel
Gira a girafa com pescoço de escorrega
Pique-pega, caio com as mãos na areia
Matéria-prima da imaginação
Nuvem
Matéria-prima da imaginação
Papel
Matéria-prima da imaginação
Mãos
Matéria-prima da imaginação
Arte
Matéria prima da imaginação
Matemática
Matéria prima da imaginação
Música
Matéria prima da imaginação
Civilização
Obra prima-irmã do tempo
Goiânia: 2007/12/17.
A Esperança faz um tempo como ninguém faz
A filha da Esperança chama Paz
Faz um tempo
Faça um tempo com pitadas de neve
Pra clarear o coração de quem te leva
Com objetivo de te abandonar
E a esperança queima
Branco neve, preto carvão
O quadro-negro é verde
E a água, transparente a olho nu
Às vezes verde, às vezes azul
Como o céu, espelho d’água
Fábula, bola no aquário
Pula-pula, carrossel
Gira a girafa com pescoço de escorrega
Pique-pega, caio com as mãos na areia
Matéria-prima da imaginação
Nuvem
Matéria-prima da imaginação
Papel
Matéria-prima da imaginação
Mãos
Matéria-prima da imaginação
Arte
Matéria prima da imaginação
Matemática
Matéria prima da imaginação
Música
Matéria prima da imaginação
Civilização
Obra prima-irmã do tempo
Goiânia: 2007/12/17.
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