quarta-feira, 13 de junho de 2007

acalanto

Os meus relatos demoram a mandar-lhe o que me prende o riso. Minha agenda não me treina o gesto que lhe envio em atraso. Se pudesse eu amar-te à tinta, procurar-te em tua pele e saciar os meus receios com divãs de confortáveis "compreendo", abriria meus poros e trocaria meus pelos pelos teus, e da raiz de teus cabelos provaria da tristeza e do equilibrio.
Basta uma parte de seu cárcere, um único tombar de pálpebras, para que meus provérbios percam sentido, pra que eles se preocupem apenas em me nutrir dos pés à tolerância. Para que eu me veja de novo, apenas mais uma vez, amparando-te o desmaio, quero velar teus poros abertos quando não mais houver tua covardia.

(texto que compõe "Adiamentos", de dheyne de souza: www.incontinenciapoética.blogspot.com)

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