quarta-feira, 13 de junho de 2007

tenho o que meu tempo de vida permite

Tenho medo de perder tempo com meias palavras
mas as palavras só me soarão inteiras
eu não mais puder respirar

A incompletude me compõe e como negar o que me forma?

desde que separei escrever e escrevinhar,
joguei no espelho meus p´reconceitos
expus-me à auto-crítica.

estou me consumindo em letras minúsculas
Mas já sei reconhecer que meus lábios
não beijarão o sentido uno de palavras
que só conseguirei pensar alto
e ser julgado, amado e/ou odiado.

Meus cumprimentos à perfeição
ela me acompanha por onde passo
gritando melodias: "Você não sou eu".

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