quarta-feira, 13 de junho de 2007

pintando o oito

Os movimentos que observo,
Eu a caminhar e, dançando,
Agarro a ti e, volta e meia,
A mão direita segurando,
Dando tchau com a sinistra,
que a direita corresponde,
Estando a sua me agarrando,
O s corpos se avermelhando,
O mundo gira, e nós parados
à conduzir os dedos
rumo ao firmamento.

Os sem-limites riem pés que constituem
Espaço, espaço, espaço
Não mais passa o tempo
Não mais vento
Não mais olham o chão
Não mais não
E tudo é soma

Após frutos permissivos
e cores sapientes sem tamanho
chamam cilo-pés humanos
os que pintam o infinito.

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