quarta-feira, 13 de junho de 2007

mãos de vidro quebrado

Quintal de vidro
Numa caixa sem quinas
Não há teias de aranha
Não há, e isso é bom.

Nada de insetos
e isto é planta sã.
Se houvesse o que brotasse
da límpida vidraça quintana...

Meus passos despedem-se
da terra e dos fios
Sem norte e sem morte, nem sorte
Amém, corte
dos vidros, e tem-se passagem;
dos fios, e tem-se barragem;
da vida... passagem?

sempre há busca do partir
E nenhum pensamento sobre
o aproveitamento do espaço de quinas
ou de suas ruínas.

Apenas lamentos e cacos nas lágrimas,
Mãos molhadas e sangue nas mangas da camisa.

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