quarta-feira, 13 de junho de 2007

podes tentar compreender-me, mas... só tentar!

Sentar-me em um lugar duro, frio, inerte, estranho, dá-me a visão de que estou sentado em mim. E se, ao me levantar, eu pisar em folhas secas, mortas, velhas, lembrando-me do mundo e suas regras, preferirei deitar-me, sendo esta a forma de sonhar o mundo valendo a pena olhar-me.
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Perfeitamente compreensível o fato da não necessidade de um beijo. Mas quando dado à e na pessoa que lhe desperta a sensibilidade e incomoda a razão, sem que tal ação provoque o pensamento de ser este o ato maior do relacionamento humano, saiba da última coisa a qual precisas saber: Sua presença no Mundo Humano é contestável e apta à conclusão: Desnecessário ser!
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Um gesto simples que é tocar o rosto próximo escreve histórias incontáveis nas mentes alheias brancas, prontas à impressão. Pena que a imaginação desta época só trabalhe os temas vis. Pena também encontrar-me como um "desta época".
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De olhar ao alto é que me canso
E por cansaço entendas alegria, amor.
De pousar em escadas, me distraio.
Por distração percebas tristeza, ódio.

E assim é que vou vivendo a vida:
Pousando em escadas,
Olhando, sempre, pra cima.

Embora, às vezes, eu decole,
Vendo-te cá em baixo.

(texto publicado no 11° DC)

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