O meu raro suspiro
Ampara-me do frio
Que a ausência do meu sol...
O que é só meu?
Sobriedade.
A cada fenda conhecida
Descubro-me incapaz
Por deixar escapar luz e ar...
Poluídos.
A cada visita
Me comprazo ser maior...
Que uma pedra
Uma faca
Um fuzil.
(Compreendo a inimizade à mão).
Frieza no rosto:
Vê, mas não liga
Eterno "hoje não!"
Se vê inimigo da mão
que suplica o amor.
Gélida esmola:
Alimento à moela
Quem antes nega dá
Ao chão seu valor.
Possui olhar cobrador.
A fonte dos olhos secou.
Eu ausente incomodamente.
Sobra e idade.
O passatempo se acabou-se
No bloco D, área 12
Se foi a visita que sobrou
Resta o ato bemol, descascada
Pele ressecada.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
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