quarta-feira, 13 de junho de 2007

anonimar

_ ... meus joelhos doem, o meu corpo está pesando, entenda..._ Clemência?! E eu preciso entender o porquê da tua dor? Eu, que peso a minha por pensar, que descubro-me a cada dia e, nessas, percebo o quanto gozo do mal alheio?! Assim me livro do peso que não me agüenta. Tens o poder de satisfazer-me! Sinta-se na honra de um momento incomum! O prazer está nos meus olhos e percorre o chão que beijastes há pouco. Vê?_ Veja que o que me dói está maior que a calma e o gozo. Não suporto! E me permito pensar na supressão do sentir-me mal, esquecendo o mundo, buscando o prazer da dor que passou: alívio!... não que te ignores... talvez sim... por instantes, mas estes, passados..._ Aceite! Estás se vendo e a mais ninguém. Não há problema algum. Não pecas pelo que ouvi, não és mais que um: não pode se gritar e se socorrer ao mesmo tempo. Mesmo que conseguisse... não basta ao humano que és. Necessidades. Precisas do outro, mesmo que para negá-lo “por instantes”._ Sua análise do que me sai já em delírio me enoja! Estás cego! Tudo o que reluz lhe é nada! Desprovido da compaixão, excitando-se a cada sôfrega palavra que desperdiço, me enojas, atitudes execráveis de um qualq...(...)_ Teu sangue lava agora tua boca e, assim, te perdôo.

(texto publicado no 19 ° DC)

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