sábado, 23 de junho de 2007

som de relógio orgânico

descalço em frente ás portas que me importam
esquento-me chamando de dentro
Enquanto cortam o nascer do sol,
o Momento

calça de gelo e relógio ao bolso
mão que só respira porque chama
braço, corpo e cabeça que não rendem
num Instante

o Som das batidas não invadem a rua
ninguém que se permita convidado
evito-me sangrar por novidades
pois som bastante vida traz aos pés

sem auto-piedade, somando,
procuro saber das horas o Momento
eis que perco o ser binãrio neste Instante
reunido em desTempo, neve-carvão

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