quarta-feira, 13 de junho de 2007

filho de sangue e criação

Acharam tuas justificativas
jogadas no meu berço.
Pra que não encontrassem teus erros
levei minha manjedoura pelo calor a fora.

O cansaço toma forma de vozes:
a segunda conseqüência de meus atos
(corre sem ter como,
come sem ter como).
Desvaneço na saciedade da fadiga.

Meus dedos, um a um, perdem sua função.
Minha mão, solitária, se despede de meus braços,
(pois fim) tronco não mais, toco sem raízes,
tem clamor calado e manto (segure!).

"Nunca desistiram da perseguição,
lavaram os pés no meu sangue desejoso.
Antes de ouvir um bocado dos jurados..."
(silêncio suado, olhos abertos: morde).

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