Descalço em frente às portas que importam,
esquento-me, chamando de dentro,
o que cantam ao nascer do sol.
Calça de gelo e relógio de bolso,
mão que res-pira porque chama.
Braço, corpo e cabeça que não flama.
O som das batidas... invadem a rua.
Mas ninguém, se convidado,
permite sangrar-se, e nem
às novilanças trazidas ao pé
opor-se.
Sem auto-piedade, somando,
procuro saber das horas.
Pois que perco o serune.
Faz-se sabido, tragado,
trazido.
Um imenso e impreciso
neve-carvão.
quarta-feira, 13 de junho de 2007
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